sábado, 28 de novembro de 2009


Olá,
entrei em um blog da ABCZ e achei muito interessante essa entrevista com dicas sobre acasalamento, ajudando a definir os melhores touros para acasalar com as melhores fêmeas do rebanho. O entrevistado foi um técnico da ABCZ Fábio Miziara.

Quais os primeiros passos na hora de definir o tipo de acasalamento a ser feito na propriedade?
Fábio Miziara - O importante é procurar responder questões básicas de mercado como: Qual o objetivo da minha criação? Qual o mercado em que pretendo atuar? Qual o perfil do consumidor que quero atingir? Qual a melhor mercadoria para os meus clientes? Quais características meus animais deverão ter para atender as necessidades dos meus clientes. Enfim, são questões que todo empresário deve responder antes de “confeccionar” o seu produto. Respondidas estas questões, faz-se uma análise das matrizes, suas virtudes e defeitos, quais características devem ser corrigidas ou melhoradas, e aí se escolhe os reprodutores que deverão ser utilizados, como forma de promover as mudanças.
O criador tem uma infinidade de dados à disposição nos sumários e nas avaliações genéticas. Quais dados levar em conta na hora do acasalamento no caso das fêmeas? E no caso dos machos?
Miziara - De um modo geral, o criador tem à sua disposição, informações das DEP’s dos reprodutores da raça que tenham filhos avaliados, quanto às características de habilidade materna, peso (desmama e sobreano), composição do peso através dos resultados da ultra-sonografia na carcaça, precocidade sexual (idade ao primeiro parto) e fertilidade (intervalo entre partos e perímetro escrotal). Estes dados devem ser utilizados em conjunto e de forma equilibrada, como forma de promover o máximo da eficiência e produtividade dos seus animais. Aqueles criadores que participam de algum programa de melhoramento, ainda possuem a avaliação genética de suas matrizes, o que torna mais consistente a interpretação dos dados para os acasalamentos e com maior potencial de melhoria genética. Conhecer, saber interpretar e fazer uso das avaliações genéticas é obrigatório ao criador, que pretende estar inserido a um mercado comprador de genética superior, cada vez mais exigente e esclarecido.
A avaliação visual deve ser feita também para definir acasalamentos?
Miziara - Sim. É obrigatória a avaliação do tipo nos acasalamentos. Através da avaliação visual e dos acasalamentos adequados, são produzidos os animais de melhor conformação. O tipo influencia tanto na produção quanto na reprodução. Devem ser produzidos animais de bastante estrutura corporal, principalmente com costelas arqueadas e compridas. Garupas compridas, bem posicionadas quanto ao nivelamento, com musculatura abundante e precoce no seu acabamento. Estas características de conformação estão relacionadas com a pecuária de ciclo curto. Aprumos corretos e aparelhos reprodutivos corretos estão relacionados com a persistência dos animais nos rebanhos, principalmente nos machos a pasto.Em virtude do impacto do tipo na produção animal, os diversos programas de melhoramento tem adotado avaliações visuais como forma de gerar informações de conformação, proporcionando ainda mais segurança nos acasalamentos.
Que tipo de animal o mercado tem exigido atualmente?
Miziara - Pelo que temos observado no mercado comprador de tourinhos, os animais que possuem avaliação genética consistente, com seleção e genealogia voltadas para produções a pasto, tem conseguido, na média, uma valorização significativamente superior no momento da venda. Aqueles animais que atendem a estes pré-requisitos e apresentam conformação adequada, ainda são melhores remunerados. Portanto, o animal exigido pelo mercado deve ser consistente quanto ao potencial de lucro que proporcionará e também deve ter uma conformação que agrade aos olhos. Uma nova roupagem do velho binômio, com ênfase muito grande no primeiro: PRODUÇÃO e TIPO.
Quais as principais diferenças entre os acasalamentos feitos em décadas passadas e os feitos atualmente?
Miziara - Em virtude das novas exigências de mercado com a inclusão de dados de produção, o número de características consideradas no momento do acasalamento é maior em relação anos anteriores. O criador hoje em dia, deve observar três pontos básicos para escolher os reprodutores que serão usados na vacada. Deve atentar para a genealogia, pensando no grau de consangüinidade. Deve ter preocupação com as características de conformação para obtenção de animais eficientes e produtivos, pensando nas herdabilidades e correlações das mesmas. Deve também incorporar às suas considerações, as avaliações genéticas disponibilizadas pelos vários programas. Volto a insistir que: Conhecer, saber interpretar e fazer uso das avaliações genéticas é obrigatório ao criador, que pretende estar inserido a um mercado comprador de genética superior, cada vez mais exigente e esclarecido.
O criador deve usar somente animais avaliados? No caso de poder usar animais sem avaliação genética, que cuidados tomar?
Miziara - O criador pode utilizar a genética que quiser, provada ou não. Não existe nenhuma exigência regulamentar a este respeito. A observação que cabe ser feita é com relação ao menor grau de competitividade que os seus produtos terão. Há de se considerar que o mercado é soberano e já tivemos a oportunidade de acompanhar mudanças conceituais, implicando em retorno financeiro, significativas em outras raças zebuínas. Mas caso se utilize animais sem avaliação genética, é importante considerar o pedigree dos animais, tentando através da genealogia, observar o potencial genético em questão. O número de touros avaliados nos vários programas é muito grande, e com bastante probabilidade será possível pesquisar estas informações.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Marcadores genéticos evitam surpresas

Como garantir que o bezerro, fruto de melhoramento genético, contém de fato todas as características projetadas de resistência a doenças e maior produtividade em carne e leite? Até há pouco tempo, o pecuarista tinha que se resignar a aguardar o ciclo normal de vida do animal para saber se essas qualidades, objetivo da seleção inicial, vingaram. A pesquisadora da Embrapa Pecúária Sudeste, Luciana Correia de Almeida Regitano, decidiu acelerar o processo e não dar margem ao acaso, utilizando marcadores genéticos.
O traço dos pais pode se perder no caminho (não sendo selecionado durante a mistura de material genético da mãe e do pai) ou simplesmente não se expressar, o que torna a pura observação das características físicas um método pouco eficiente. Na unidade de São Carlos, no interior paulista, a pesquisadora passou a usar esses marcadores como modo de identificar se as características foram repassadas com sucesso já nos primeiros descendentes do cruzamento de fêmeas da raça Nelore com touros Simental, Aberdeen angus e Canchim, todos gado de corte.
Os marcadores genéticos funcionam como etiquetas que identificam como os genes envolvidos na herança de características de importância econômica (ETLs) são repassados para o próximo descendente. Isso é feito através de exame do DNA do sangue ou sêmen dos animais. A técnica não é inédita e já é aplicada para várias espécies, mas é a primeira vez que se usa para estudar o efeito de genes heterozigotos (misturado ou não puro) nessas raças de bovinos.


































































































sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Genteeeeeeeeeee, essa reportagem não é muito recente, masssssss achei bem legal.... Essa linhagem de suíno LIGHT é mara, além de produzir uma carne com menor teor de gordura, apresenta uma ótima C.A e um maior peso de abate.... Sou suspeita pra falar de carne suina, pq acho essa a carne mais saborosa que existe. E viva o melhoramento genético animal, que vem trabalhando cada vez mais para o aumento da produção e qualiodade dos produtos de origem animal.

Novo suíno light irá propiciar ganho de 11,3 milhões de reais




Novo suíno light irá propiciar ganho de 11,3 milhões de reais : MS 115 é a terceira geração do suíno lightCréditos: Embrapa Suínos e AvesUm ganho de 11,3 milhões de reais, em 2008, para a suinocultura brasileira é o que se prevê com a nova linhagem MS 115 que a Embrapa Suínos e Aves e a Aurora lançaram ontem, 10 de março, na Vitrine de Tecnologias montada pela Embrapa na Expodireto Cotrijal, em Não-me-Toque (RS). Trata-se da terceira geração do suíno light.De acordo com o pesquisador e economista da Unidade, Marcelo Miele esse ganho será obtido de três formas. Os suínos de abate gerados a partir dos reprodutores MS 115 consomem menos ração para atingir o peso de abate (115 kg), reduzindo o principal custo da atividade, que é a alimentação.Além disso, os animais de abate também oferecem melhor bonificação da carcaça (as agroindústrias remuneram melhor os animais que apresentam maior quantidade de carne magra). O terceiro item que compõem o ganho de R$ 11,3 milhões é o fato do MS 115 custar menos do que reprodutores das demais linhagens disponíveis no mercado.MELHORAMENTO GENÉTICOA linhagem MS 115 é fruto do trabalho de mais de 12 anos em melhoramento genético na área de suínos da Embrapa. Ele sucede ao MS 60 e se adapta plenamente à nova realidade do mercado da carne suína, que exige animais mais pesados para o abate.O abate de animais com 115 kg de peso vivo representa cerca de 25% a mais de carne na carcaça, em comparação com o abate de suínos com 90 kg. A utilização de reprodutores MS 115 é fundamental para obter este ganho de produtividade, que fica quase todo nas mãos dos produtores, caso eles atuem de forma independente.A NOVA GERAÇÃO LIGHTO MS 115 representa a nova geração do suíno light. A linhagem tem potencial genético para carne na carcaça acima de 62%, reduzida espessura de toucinho e ótima conformação, com excelente concentração de carne no lombo, pernil e paleta.O reprodutor confere ainda aos descendentes ótima conversão alimentar (ou seja, a quantidade de ração necessária para gerar cada quilo de peso vivo) até os 115 kg, garantindo a rentabilidade da produção. Nos seus descendentes, o percentual de carne na carcaça é superior a 58% e a conversão alimentar de 2,21 quilos de ração para cada quilo de peso vivo.Para o chefe geral da Embrapa Suínos e Aves e pesquisador responsável pelo desenvolvimento do novo suíno light, Elsio Figueiredo, o MS 115 vai produzir mais carne e melhorar a rentabilidade da suinocultura brasileira. "Fizemos testes comparativos rigorosos com as melhores linhagens disponíveis hoje no mercado e o novo reprodutor da Embrapa apresentou resultados ótimos. Estamos seguros em relação à qualidade e à competitividade da linhagem que estamos ofertando ao mercado", disse Elsio.


http://www.agrosoft.org.br/agropag/100198.htm