terça-feira, 22 de setembro de 2009

Marcadores genéticos evitam surpresas

Como garantir que o bezerro, fruto de melhoramento genético, contém de fato todas as características projetadas de resistência a doenças e maior produtividade em carne e leite? Até há pouco tempo, o pecuarista tinha que se resignar a aguardar o ciclo normal de vida do animal para saber se essas qualidades, objetivo da seleção inicial, vingaram. A pesquisadora da Embrapa Pecúária Sudeste, Luciana Correia de Almeida Regitano, decidiu acelerar o processo e não dar margem ao acaso, utilizando marcadores genéticos.
O traço dos pais pode se perder no caminho (não sendo selecionado durante a mistura de material genético da mãe e do pai) ou simplesmente não se expressar, o que torna a pura observação das características físicas um método pouco eficiente. Na unidade de São Carlos, no interior paulista, a pesquisadora passou a usar esses marcadores como modo de identificar se as características foram repassadas com sucesso já nos primeiros descendentes do cruzamento de fêmeas da raça Nelore com touros Simental, Aberdeen angus e Canchim, todos gado de corte.
Os marcadores genéticos funcionam como etiquetas que identificam como os genes envolvidos na herança de características de importância econômica (ETLs) são repassados para o próximo descendente. Isso é feito através de exame do DNA do sangue ou sêmen dos animais. A técnica não é inédita e já é aplicada para várias espécies, mas é a primeira vez que se usa para estudar o efeito de genes heterozigotos (misturado ou não puro) nessas raças de bovinos.


































































































sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Genteeeeeeeeeee, essa reportagem não é muito recente, masssssss achei bem legal.... Essa linhagem de suíno LIGHT é mara, além de produzir uma carne com menor teor de gordura, apresenta uma ótima C.A e um maior peso de abate.... Sou suspeita pra falar de carne suina, pq acho essa a carne mais saborosa que existe. E viva o melhoramento genético animal, que vem trabalhando cada vez mais para o aumento da produção e qualiodade dos produtos de origem animal.

Novo suíno light irá propiciar ganho de 11,3 milhões de reais




Novo suíno light irá propiciar ganho de 11,3 milhões de reais : MS 115 é a terceira geração do suíno lightCréditos: Embrapa Suínos e AvesUm ganho de 11,3 milhões de reais, em 2008, para a suinocultura brasileira é o que se prevê com a nova linhagem MS 115 que a Embrapa Suínos e Aves e a Aurora lançaram ontem, 10 de março, na Vitrine de Tecnologias montada pela Embrapa na Expodireto Cotrijal, em Não-me-Toque (RS). Trata-se da terceira geração do suíno light.De acordo com o pesquisador e economista da Unidade, Marcelo Miele esse ganho será obtido de três formas. Os suínos de abate gerados a partir dos reprodutores MS 115 consomem menos ração para atingir o peso de abate (115 kg), reduzindo o principal custo da atividade, que é a alimentação.Além disso, os animais de abate também oferecem melhor bonificação da carcaça (as agroindústrias remuneram melhor os animais que apresentam maior quantidade de carne magra). O terceiro item que compõem o ganho de R$ 11,3 milhões é o fato do MS 115 custar menos do que reprodutores das demais linhagens disponíveis no mercado.MELHORAMENTO GENÉTICOA linhagem MS 115 é fruto do trabalho de mais de 12 anos em melhoramento genético na área de suínos da Embrapa. Ele sucede ao MS 60 e se adapta plenamente à nova realidade do mercado da carne suína, que exige animais mais pesados para o abate.O abate de animais com 115 kg de peso vivo representa cerca de 25% a mais de carne na carcaça, em comparação com o abate de suínos com 90 kg. A utilização de reprodutores MS 115 é fundamental para obter este ganho de produtividade, que fica quase todo nas mãos dos produtores, caso eles atuem de forma independente.A NOVA GERAÇÃO LIGHTO MS 115 representa a nova geração do suíno light. A linhagem tem potencial genético para carne na carcaça acima de 62%, reduzida espessura de toucinho e ótima conformação, com excelente concentração de carne no lombo, pernil e paleta.O reprodutor confere ainda aos descendentes ótima conversão alimentar (ou seja, a quantidade de ração necessária para gerar cada quilo de peso vivo) até os 115 kg, garantindo a rentabilidade da produção. Nos seus descendentes, o percentual de carne na carcaça é superior a 58% e a conversão alimentar de 2,21 quilos de ração para cada quilo de peso vivo.Para o chefe geral da Embrapa Suínos e Aves e pesquisador responsável pelo desenvolvimento do novo suíno light, Elsio Figueiredo, o MS 115 vai produzir mais carne e melhorar a rentabilidade da suinocultura brasileira. "Fizemos testes comparativos rigorosos com as melhores linhagens disponíveis hoje no mercado e o novo reprodutor da Embrapa apresentou resultados ótimos. Estamos seguros em relação à qualidade e à competitividade da linhagem que estamos ofertando ao mercado", disse Elsio.


http://www.agrosoft.org.br/agropag/100198.htm